Despedimento colectivo dos trabalhadores da Vinha Maria Chaves é um processo normal, defende promotor

Quinze trabalhadores da Vinha Maria Chaves, propriedade da Associação de Solidariedade Desenvolvimento Económico (ASDE), receberam carta de despedimento coletivo com efeito a partir de 01 de abril passado.

Para o Padre Octávio Fassano, promotor do projeto iniciado em meados de 2007 e inaugurado a 07 de fevereiro de 2010, trata-se de um processo normal , de um trabalho que foi desenvolvido durante algum tempo, indicando que as videiras foram afixadas em 2010 e que depois de alguns anos de reflexão e de diálogo, os responsáveis do projeto entenderam que a presença dos trabalhadores não era mais necessária na Vinha que tem já o seu caminho consolidado.

Segundo aquele responsável, depois de concluir o trabalho para que foram contratos, os trabalhadores vão deixar de o fazer, indicando que a ASDE vai pagar as compensações a que os trabalhadores têm direito, de acordo com a lei cabo-verdiana.

“Somos boas pessoas, mas não podemos pagar toda a gente em casa”, disse Octávio Fassano, para quem o despedimento se deve ao facto do empreendimento estar organizado e não necessitar de todos os trabalhadores.

Este considera que os 15 trabalhadores foram afortunadas e que o projeto ajudou muitos deles a construir a própria casa e a compreender muitas coisas de responsabilidade, sinal de que a ASDE quer desenvolver-se, indicando que no futuro, se a vinha de Maria Chaves necessitar de mão-de-obra, vai priorizar estes trabalhadores.

“Não faz sentido continuar com 20 trabalhadores, se necessitamos apenas de cinco, para dar continuidade ao trabalho”, disse Fassano, observando que o projeto “não trabalha com coração, mas com a cabeça”.

No inicio, segundo explica, havia muita gente na Vinha porque estava-se no inicio, mas agora que está pronta é necessário ter tempo, porque, explicou, a vinha produz uma vez por ano, quando houver necessidade dos trabalhadores eles serão chamados a trabalhar, observando que em todo mundo é assim e não se trata de uma decisão dele ou da ASDE.

O responsável indica que a vinha não necessita de todos os trabalhadores dada também à situação de dificuldade de água, que é um problema fundamental, não só para a vinha mas para o desenvolvimento de agricultura e para criadores dos animais.

“Todos dizem que Fogo tem muita água, é verdade mas há muita água doce que vai ao mar”, disse Fassano ,que questiona se a gestão dos furos é feita por competentes.

SAPO c/ Inforpress