Caixas de electricidade expostas ainda perturbam praienses
- Criado em 12-08-14
Na cidade da Praia é visível o perigo que as caixas de electricidade expostas e os postes de transformações da Electra danificados representam para a população. A ameaça é ainda maior quando o perigo está nas praças e perto das escolas, onde há presença constante de crianças. Mas de quem é a culpa?
A questão de postes de transformações danificados, com fios de alta tensão expostos em plena via pública, é ainda comum na Cidade da Praia e, ao que tudo indica, este é um mal sem fim à vista.
Hermenegilda Lopes, moradora no Palmarejo, por exemplo, é uma mãe apreensiva com esse facto, principalmente nesta época de chuva. “É sem dúvida muito perigoso deixar fios, completamente ao alcance das crianças”, afirma. “Como mãe fico com medo de deixar meu filho na rua sozinho ou então, mandá-lo fazer qualquer trabalho fora de casa. A Electra precisa tomar medidas”.
Já José Baessa, para além de pedir à empresa de electricidade e água para resolver esta situação perigosa, tem uma explicação para razão deste tipo de anomalia: “Deixar fios de alta tensão expostos, ainda por mais em período de chuvas, é uma atitude um pouco irresponsável. Acredito que se respondessem de forma rápida quando um cidadão, com todos os documentos, solicita energia na sua casa não teríamos tantos fios soltos na Praia”.
Esta situação já tinha sido alertada por este semanário na sua edição 204, em -----. Um ano depois, ao que tudo indica, nada foi feito.
ELECTRA RESPONDE
António de Pina, engenheiro da Electra na região Sul, salienta que a culpa de existir tantos casos de fios expostos e caixas de transformação visíveis nas ruas, nem sempre é da empresa. “Estamos a viver neste momento na cidade da Praia uma situação extremamente crítica. Há uma febre de cobre, ferros, pessoas à procura desses materiais para trocar por quantidades irrisórias, e estão a criar muitas dificuldades à empresa”, diz.
Pina aponta ainda situações de imprudência, por parte de alguns condutores que, muitas vezes, danificam os postes e caixas. “A maioria dos acidentes que têm acontecido onde verificámos um armário partido, a porta de uma PT aberto ou um posto machucado não tem a ver com a má intervenção da Electra”, garante.
No entanto, Pina afirma que a Electra vai procurado, na medida do possível, resolver este tipo de anomalia, sem no entanto deixar de dizer que este tipo de manutenção “custa uma fortuna”. “Só para se ter uma ideia, com a vandalização de um armário de média tensão o custo sai, aproximadamente, em torno de mil contos. E pensar que eles tiram só seis barras de cobre e a reposição desse equipamento implica a aquisição de novo armário”, afirma.
E o mais grave, diz aquela fonte, “é que os ladrões de cobre acabam por vender este material por meia dúzia de escudos” e mesmo prestando várias queixas na polícia, “o feedback é nulo”.
SUPORTAR OS CUSTOS
De acordo com aquele responsável, já há uma equipa no terreno para fazer um levantamento das situações mais gritantes, sobretudo tendo em conta também a época da chuva. “Temos uma equipa no terreno, e quase todos os dias chega um e-mail, ou um telefonema sobre denúncias de roubo. O último foi sexta-feira, 3, onde se denunciava que alguém tinha conseguido penetrar num armário de média tensão e atacado todo o barramento de cobre maciço”.

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