Hospital de Santiago Norte sem água
- Criado em 12-02-20
Fonte do A NAÇÃO garante que o problema de água, no HRSN, arrasta-se desde os finais de Dezembro passado. "Aqui no Hospital chega-se a ter dois ou três dias sem água nas casas de banho. Para tomar banho, ou fazer descargas nas sanitas depois das necessidades, temos que mandar comprar a água lá fora ou pedir que os nossos familiares a tragam de casa", conta.
Face à deficiência no abastecimento de água, quase todos os doentes internados naquele estabelecimento hospitalar, já dispõem de vasilhas e garrafões para armazenar o precioso líquido para as necessidades pessoais. E os doentes que não conseguem movimentar-se sozinhos enfrentam muitas dificuldades. Segundo uma outra fonte, os doentes dos outros concelhos do interior da ilha de Santiago são os que mais sofrem com essa situação. Conforme relatos recolhidos por A NAÇÃO, esses pacientes dependem da boa vontade das pessoas que vivem nos arredores do Hospital "Dr. Santa Rita Vieira", que oferecem os familiares água para os servir. BOMBA DE VIVENDIA AVARIADA O HRSN dispõe de um furo de abastecimento próprio, localizado na zona de Viviendia, em Achada Falcão. Contudo, sabe o A NAÇÃO, a bomba está avariada e não consegue colocar a água no reservatório. O abastecimento actualmente é feito através de uma Toyota Dyna 150, que transporta um auto-tanque de duas toneladas de água, que é depositado nas vasilhas, o que se tem revelado insuficiente para as necessidades hospitalares. A falta de água tornou-se mais gritante, sobretudo, nas últimas semanas em que surgiu no concelho de Santa Catarina um surto de diarreia e vómito nas crianças. Contactado via telefone, o director do HRSN, Hélder Almada, admitiu a inexistência da falta de água na unidade hospitalar que dirige. Contudo, prometeu inteirar-se melhor do assunto, falando com a directora clínica e com o técnico responsável pelo sistema de bombagem de água, para depois prestar os devidos esclarecimento, mas tal não aconteceu. Atendimento precário As reclamações no HRSN não se resumem apenas à falta de água. A máqualidade no atendimento é uma outra queixa dos utentes daquela estrutura de saúde, sobretudo, no sector das consultas. A demora na entrega dos resultados das análises e da ecografia tem deixado os pacientes indignados. Segundo a fonte do A NAÇÃO, os doentes com consultas marcadas são chamados para comparecer ao Hospital e, quando chegam, depois de várias horas de espera, são informados que o médico(a) não consegue vir da cidade da Praia. E, com isso, todo o gasto feito com o transporte fica em vão. O Hospital Regional Santiago Norte tem capacidade para cem camas, sendo 42 para internamento, 40 para os cuidados intensivos e 18 para outros serviços. Actualmente, a taxa de ocupação do hospital é superior a 80 por cento.
O Hospital Regional de Santiago Norte (HRSN), no concelho de Santa Catarina (no interior de Santiago), conhecido também por Hospital "Dr. Santa Rita Vieira", está com problemas no abastecimento de água. Esse facto tem obrigado os internados a comprarem e solicitar que os familiares levem água de fora para a satisfação das suas necessidades de higiene.
A sua inauguração, em 14 de Janeiro de 2008, visava descongestionar os serviços hospitalares da Praia e ao mesmo tempo cobrir as necessidades de toda a população de Santiago Norte.

- Anúncios & Comunicados
















Director: Alexandre Semedo | Director Executivo: Fernando Ortet | Coordenador: Jose Augusto Sanches -