Grupo holandês em vias de comprar T+
- Criado em 12-09-11
A T+ Telecomunicações, Sociedade Anónima (SA) está à venda, soube o A NAÇÃO. Neste momento, um grupo holandês apenas aguarda a luz verde da Agência Nacional de Telecomunicações (ANAC) para a concretização do negócio. Entretanto, confirma-se também o interesse da empresária angolana Isabel dos Santos em adquirir parte das acções daquela operadora cabo-verdiana.
A T+, a segunda maior Empresa de Telecomunicações em Cabo Verde, depois da Cabo Verde Telecom, está em vias de mudar de proprietário. O pedido nesse sentido, por parte de um grupo holandês, cuja identidade, infelizmente, não foi possível apurar, já foi apresentado à ANAC. Esta, de acordo com a lei, terá que dar o seu aval para que a venda se efective, o que, de acordo com a nossa fonte, poderá acontecer a qualquer momento.
Segundo uma outra fonte do A NAÇÃO, Marco Bento, actual PCA da T+ e detentor de 15 por cento (%) das acções da Empresa, já manifestou também o seu interesse em vender a sua parte da Sociedade. As restantes 75% estão, por enquanto, nas mãos da Tellin, um grupo da Costa do Marfim e capitais de outras origens.
ISABEL DOS SANTOS (TAMBÉM) NA CORRIDA
Mas ao que tudo indica não é apenas da Holanda que surge interesse em adquirir a T+. Já nos finais do mês de Março, um jornal da praça dizia que Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, estava disposta a comprar 40% das acções da operadora cabo-verdiana. Esse interesse, soube o A NAÇÃO, foi reiterado em finais de Julho passando, faltando agora saber como tudo ficará face a uma eventual compra do grupo holandês.
Isabel dos Santos, 38 anos, é tida como a mais importante empresária do seu país, estando inclusive na lista das cinco mulheres mais poderosas e influentes de África. Ela tem, por exemplo, investimentos em Angola, Portugal, África do Sul, em sectores das telecomunicações, banca, energia, comunicação social, etc. É dela a Unitel, a principal operadora de Angola, e da Zimbo, segundo maior canal de televisão do seu país.
A operar no arquipélago há sete anos, a Tmais veio pôr termo ao monopólio da Cabo Verde Telecom, obrigando a uma clara redução de preços das telecomunicações no arquipélago. A Tmais apostou sobretudo na camada jovem e na venda na rua dos cartões de carregamento, popularizando ainda mais o uso do telemóvel no país. Inicialmente apareceu como uma Sociedade de Responsabilidade Limitada (SARL) e poucos meses depois da sua entrada no mercado evoluiu para SA até os dias de hoje.

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