Cabo-verdiano executado a tiro em Lisboa: irmão da vítima aponta para ajuste de contas

Mal saiu do seu jipe Suzuki, Jaime Carvalho, cabo-verdiano de 35 anos, ficou debaixo de mira. De um carro logo atrás, de cor escura, saiu um homem, já de pistola em punho. Aproximou-se rapidamente do segurança de discotecas, pouco depois da meia-noite de ontem, e disparou à queima-roupa. Jaime foi atingido duas vezes na cabeça.

Ainda cambaleou ao longo dos 17 degraus nas traseiras do prédio, na rua Padre António Vieira, em Santo António dos Cavaleiros, Loures. Morreu cinco horas depois, no Hospital de Santa Maria, Lisboa, e o atirador encontra-se em parte incerta.

Haverá testemunhos, preciosos para a Judiciária, depois de os disparos terem ecoado na zona de prédios altos. Jaime, pai de uma menina de seis anos, terá sido atraído até àquela rua com pouca iluminação. "Tenho quase a certeza de que se tratou de um ajuste de contas. O meu irmão foi morto com dois tiros na cabeça, mas não faço ideia de qual foi o motivo", disse ao CM Carlos Carvalho, irmão da vítima, 12 horas após o homicídio.

Certo é que, segundo o familiar, Jaime já tinha sido baleado por duas vezes, nas pernas, em 2010. Desta vez, o segurança de discotecas foi executado à queima-roupa. "Ele nem costumava ir para ali, de certeza que conhecia quem o matou. Eu ouvi os tiros, mas não percebi logo o que era. Depois é que vi o jipe dele lá parado", recorda o irmão.

Enquanto o corpo de Jaime estava envolto numa poça de sangue, a meio de uma escadaria junto às traseiras do prédio, em cima estava o jipe aberto, de luzes acesas e com os documentos espalhados no chão. O caso está entregue à Secção de Homicídios da Judiciária de Lisboa, que recolheu impressões digitais e procura saber os motivos do crime para chegar ao autor. O carro conduzido pelo homicida arrancou a alta velocidade. Jaime Carvalho, natural de Cabo Verde, morreu no hospital às 05h30.


 

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