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Assomada sem verba para requalificar parque infantil

O parque infantil de Achada Riba, na cidade Assomada, há muito que se encontra em adiantado estado de degradação e alguns dos seus equipamentos danificados já foram retirados pela Câmara Municipal, mas outros permanecem no sítio, mesmo constituindo perigo para as crianças que continuam a frequentar o parque.

O parque infantil de Acjada Riba é o único espaço público existente no concelho de Santa Catarina (de Santiago) para a diversão das crianças. Joceline Patrícia Rocha, oito anos, residente em Achada Riba, diz que é com tristeza que costuma frequentar o parque por ser o único espaço apropriado na Assomada, para as crianças como ela brincarem nos seus tempos livres. À semelhança de Joceline, Melicia Pina e Jessica Rocha são outras das muitas outras crianças de Assomada que continuam a procurar o parque para se divertirem, mas queixam da falta de condições.

No seu pouco discernimento, essas crianças entendem que os responsáveis pela cidade deviam resolver o problema. “Afinal, nós também temos direito”, afirma uma delas. Segundo Janilsa Barradas, 26 anos, mãe de um filho, o parque está a deixar muita falta às crianças por ser um lugar tranquilo e seguro, onde noutros tempos eram os próprios pais a levar as crianças para se divertirem. “Infelizmente, no estado que o parque se encontra, não dá para trazer as crianças para brincarem; além dos pedaços de ferro, o local está sujo com fezes de cães vadios”, reclama. MAIS CRESCIDOS DANIFICAM Conforme o guarda Victor Gonçalves, foram as crianças mais crescidas dos arredores do parque e os estudantes do Liceu “Amílcar Cabral” que danificaram os equipamentos da infra-estrutura. “Em princípio, as crianças com mais de nove anos não lhes é permitido brincar no parque, mas aproveitam a partir das 18 horas, quando não há ninguém a vigiar, para frequentarem o parque. Ainda por cima acabam por vandalizar os equipamentos”, lamenta. A vereadora para a área do Pré-Escolar e Desenvolvimento Comunitário, Júlia Mendes, confessou ao A NAÇÃO que a Câmara Municipal tem conhecimento da degradação por que passa o parque, mas que, de momento, a edilidade pouco ou nada pode fazer. “A recuperação do parque implica custos e a CMSC está à procura de parceiros para resolver a situação”, admite. Júlia Mendes adianta que a solução do problema passa pela remoção dos restos dos equipamentos danificados e sua substituição por outros. Esta é uma operação cujos custos não estão ainda quantificados. Silvino Monteiro


 

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