Temos 633 visitantes e nenhum membro online

Chuvas à porta e Protecção Civil da Brava sem meios de acção

O Serviço de Protecção Civil na Brava não possui um Plano de Acção Preventiva para a época das chuvas que está a começar.
Numa ilha montanhosa, com frequente actividade sísmica e povoados isolados, as dificuldades para uma acção eficaz daquele serviço são inúmeras. Aliás, a própria Protecção Civil Nacional não compreende tamanho desleixo.
“Infelizmente, não estamos minimamente preparados, nem em termos de equipamentos e nem de recurso humanos”, confessa o responsável da Protecção Civil na Brava, Emanuel da Veiga, quando abordado por A NAÇÃO sobre o assunto.

“Existe apenas uma sala numa das pendências da Câmara Municipal com um rádio transmissor que, volta e meia, ligamos para o Serviço Nacional na Praia para testar a sua funcionalidade, um computador que nem sei se funciona em condições, uma televisão, um  DVD, enfim, alguns materiais que de pouco servem”.
Normalmente, na época das chuvas, as estradas que dão acesso a alguns povoados ficam obstruídas, “e é provável que isso venha acontecer e nós não temos respostas para dar”, responde a mesma fonte. “Não temos uma equipa preparada, nem um plano de intervenção, os jovens também não querem aderir ao serviço de voluntariado. Não há sequer uma viatura para deslocações, enfim, a população está á mercê da sua sorte”.
Face a tal quadro, A NAÇÃO tentou várias vezes, sem sucesso, falar com o edil Camilo Gonçalves, ausente do País. Depois de muito insistir foi-nos dito para encaminharmos o nosso questionário através de e_mail, cujas respostas aguardamos até esta data.
TROCA DE GALHARDETES
Abordado também, o presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil, o tenente-coronel Alberto Fernandes, revelou que a sua função é de “coordenação operacional” de toda a actividade da Protecção Civil em Cabo Verde. “Quem responde pela corporação na Brava é o presidente da Câmara ou, se assim entender, delega funções a um dos vereadores”, explica Fernandes.

Sobre a situação da Brava, aquele responsável diz não ter nenhuma resposta a dar. “Não conheço Emanuel da Veiga e não o vou responder. Se ele foi designado, não recebemos nenhuma nota sobre isso. Se ele é o responsável da Protecção Civil na ilha, ele que assuma as suas responsabilidade como tal, porque, de certeza, não deve ter feito nenhuma reunião neste ano, preparando o início da época das chuvas”, avança Fernandes.
Diante do quadro descrito por A NAÇÃO referente a Brava, Alberto Fernandes salienta que o que transparece disso é que a Protecção Civil “não é prioridade” para os responsáveis da “Ilha de Nhô Tatai”. “Caso fosse, o serviço estaria muito mais avançado. Ou seja, devem estar à espera do Serviço Nacional de Protecção Civil para solucionar os problemas deles, que não é a nossa obrigação”, conclui Alberto Fernandes.
Ana Varela

 


 

  • Anúncios & Comunicados

Capas dos Jornais A Nação