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Pequenos operadores turísticos insatisfeitos

Na Boa Vista os pequenos operadores turísticos estão preocupados com o fraco movimento nos seus estabelecimentos. Todos foram unânimes em afirmar que a temporada anterior esteve mais bem animada.
De acordo com a Mirandolina Lima Eva, gerente da Pensão Santa Isabel, normalmente, a partir de Julho, começa-se a sentir algum movimento na Boa Vista. Este ano, por alguma razão, isso não está a acontecer. “Foi nos dias do festival de praia de Cruz, no passado fim de semana, que a maioria dos nossos quartos esteve ocupada, mas findo o festival a maior parte dos clientes foi-se embora”, disse. Celso Neves, gerente da Residencial Bom Sossego, há mais de 10 anos no sector, entende que o fraco movimento tem haver não só com a crise que afecta todo o mundo mas também com o aumento da concorrência, cada vez maior, na ilha. Neves é outra fonte a reconhecer que nos dias do festival praia de Cruz o fluxo de turistas, nomeadamente, os nacionais, foi maior. “Mas nada que tenha dado para garantir a temporada”, acrescenta.
Pelo andar da carruagem, Anízia Silva, da Residencial Rosa Criolo, teme inclusive pelo futuro. “A tendência é, para cada vez, haver menos procura por causa da crise”, vai dizendo. Relativamente ao festival de praia de Cruz, esta fonte revela que o seu estabelecimento, com seis quartos, esteve lotado, mas sendo os clientes nacionais, no dia 15, já todos tinham partido.
Gabrielle Grotgann, gerente do Hotel Boa Vista, recém-chegada ao sector (cinco meses), diz não ter grau de comparação com a época anterior. O que vê, contudo, deixa-a também apreensiva. “Nas duas últimas semanas verificamos um pouco mais de movimento, e seria bom que esse ritmo continuasse até o fim deste Verão”, diz esperançada. 
No meio deste quadro lá acabou por parecer alguém mais satisfeito. Marcelino Évora, da Residencial Boa Esperança, disse ao A NAÇÃO que do mês passado até agora o movimento tem sido de 90 por cento. “Isto se deve ao preço acessível que resolvemos praticar para enfrentar a concorrência”, confessa. “Os turistas nacionais não têm poder económico como os estrangeiros, que normalmente ficam por mais tempo hospedados que os nacionais”, acrescentou, na expectativa que as coisas venham a melhorar.
Ana Paula Rosa


 

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