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Centro da Boa Esperança, um novo lar para as crianças

O Centro Social no Bairro da Boa Esperança na ilha da Boa Vista acolhe neste momento, cerca de 126 crianças, dos 0 aos 16 anos, oriundas de famílias mais carenciadas.
A Casa de acolhimento, como também é chamado, tem por objectivo, educar e promover a inclusão das crianças em risco da ilha das dunas. Construída pela paróquia de Santa Isabel, com o apoio do Governo de Cabo Verde, o referido Centro, começou a funcionar desde Junho de 2010, como centro educativo, com 3 grupo da escola primária. Mas a abertura oficial, segundo Padre Paulo Vaz, foi em 1 de Janeiro do ano corrente, a qual contou com a presença do Bispo Dom Ildo Fortes.

Desde então, a Casa de Acolhimento, trabalha com crianças de e na rua, que permanecem no Centro das 7:30 de manhã ás 6:30 da tarde, onde recebem três refeições quentes diário. São situações, segundo aquele pároco, de crianças orfeões, filhos de pais carenciados e crianças que vivem na rua.

Uma das grandes preocupações do centro é com relação as essas crianças que caem na delinquência, “roubam e ficam a perseguir os turistas para lhes dar dinheiro”, acentua. De acordo com aquele pároco, a igreja não contou até agora com o apoio de nenhuma das organizações governamentais com competência na matéria.

No meio de tantas dificuldades, conseguiram realizar este ano, um curso de línguas estrangeiras, que decorreu de Fevereiro a Junho, destinados aos jovens e adolescentes, bem como um de cortes e costura, que está parado por falta de condições.

De salientar que a igreja construiu apenas uma parte do edifício, ficando outra sem concluir, por falta de apoio. Mas contudo, realça o Padre, que se a igreja esperasse pelo apoio, nada seria feito, “Fomos fazendo aquilo que podemos e neste momento estamos sem condições para finalizar a obra”, acrescentou. Com a outra parte finalizada, poderiam, de acordo com o padre, acolher mais crianças e adolescente. “Neste momento a centro trabalha com duas irmãs e 6 monitorias, as monitoras, recebem uma quantia de 18 mil escudos por mês, mas mesmo assim não se consegue dar vazão a tantas crianças”, concluiu.
Ana Paula Rosa

 


 

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